Oratória – O Guia Completo

Os melhores profissionais são, hoje, aqueles que, além de um currículo expressivo, possuem desenvolvidas as chamadas “soft skills”, habilidades cada vez mais requisitadas e valorizadas pelo mercado.

Entre as soft skills, a boa comunicação é uma das que possuem maior destaque. Atualmente, quem não sabe se comunicar bem com os demais no dia a dia, quem não consegue apresentar e defender suas ideias com clareza e, ainda, aqueles que não lidam bem com situações de exposição de fala estão aquém do perfil considerado o ideal.

Quando falamos em boa comunicação, entender o que é a oratória e quais são seus pilares fundamentais é um dos aspectos principais. Afinal, saber aplicar as técnicas de oratória, trabalhando, assim, a capacidade de persuasão, passou a ser algo essencial, seja qual for a área em que atuamos.

Pensando em tudo isso, nós, da The Speaker, fizemos esse Guia Completo sobre Oratória. Nele, além de se familiarizar com o conceito de oratória, você poderá conferir as melhores técnicas para ser um bom comunicador, saber quais são os erros mais comuns em apresentações em público e muitos outros temas indispensáveis para a evolução de qualquer profissional. Desejamos uma boa leitura!

 

O que é a oratória?

 

Mesmo que, para alguns, o surgimento da oratória tenha ocorrido ainda no século 5 a.C, ou no Egito Antigo, a oratória se tornou uma ciência a partir do filósofo Aristóteles. Saber de onde vem o conceito de oratória é importante, afinal, é dessa origem que nasceu a ideia de oratória como um privilégio de poucos, como um dom.

Naqueles tempos, apenas algumas pessoas, consideradas sábias, tinham o direito de se pronunciar em público. Isso acontecia devido ao poder econômico, político ou intelectual que possuíam. Por isso mesmo, uma das definições mais populares de oratória era “a arte ou o dom de falar bem”. Ou se nascia com esse dom, ou não.

Hoje, felizmente, esse mito ficou para trás. Falar bem – e falar bem em público – não é algo que se nasce sabendo. Ao contrário, é uma habilidade, que, como tal, precisa ser desenvolvida e aprimorada mesmo por quem tem mais facilidade para lidar com situações de exposição de fala.

 

E a oratória persuasiva, o que é?

 

Já que estamos desmitificando conceitos, é indispensável dissociar a ideia de persuasão como algo negativo. Muitas pessoas confundem persuasão com manipulação, mas esses são termos com sentidos muito distintos.

Persuadir é convencer os demais através de argumentos eficazes e respostas bem elaboradas. No dia a dia, recorrer à oratória persuasiva se faz necessário em uma série de situações, seja em uma entrevista de emprego, uma negociação com um cliente ou mesmo uma discussão no nosso entorno pessoal.

Através das técnicas de oratória, se logra persuadir uma audiência com mais facilidade, especialmente porque, ao colocar tais técnicas em prática, é possível organizar melhor o nosso discurso, expressando ideias com clareza e de um jeito mais interessante.

Em apresentações em público, persuadir está diretamente ligado à call to action ou, em nosso idioma, à chamada para ação. Esse call to action pode ser a compra de um produto ou uma mudança no estilo de vida, por exemplo.

 

Soft Skills e oratória: qual a relação entre elas?

 

As exigências do mercado de trabalho atual não são as mesmas que as de anos atrás. Hoje, já se falam sobre dois grandes tipos de habilidades: as hard skills e as soft skills.

As hard skills são capacidades técnicas, adquiridas majoritariamente através da formação de um profissional, dos cursos que fez e da área na qual se especializou e das experiências em trabalhos ou estágios anteriores. Em suma, são as competências que colocamos no nosso currículo.

Do outro lado, estão as chamadas soft skills, características mais ligadas à inteligência emocional e, portanto, muito mais subjetivas que as demais. Embora sejam qualidades e competências já conhecidas, as soft skills têm um caráter mais moderno, já que, nos últimos tempos, passaram a ter maior valorização por parte de empresas ou organizações.

Hoje, as soft skills são imprescindíveis para profissionais de todas as áreas, independentemente da profissão ou do cargo que ocupam. Como não há um certificado oficial para elas, o profissional demonstra, no seu dia a dia, se tem ou não essas habilidades desenvolvidas. Nas entrevistas de emprego ou, ainda, em processos seletivos que propõem dinâmicas em grupo, costuma-se observar tais características nos candidatos.

Especialistas em capacitação afirmam que muitos profissionais com excelentes currículos são demitidos ou deixam de ascender em seus trabalhos por deficiência nas soft skills. Por isso mesmo, elas também são chamadas de “habilidades do futuro”.

Mas o que a oratória tem a ver com as soft skills? Tudo. Entre as principais soft skills, está a comunicação eficaz, a capacidade de expressar ideias com clareza, escrever bem e de dialogar com todo tipo de audiência. Por isso mesmo, para estar par a par com as exigências profissionais contemporâneas, é indispensável desenvolver as habilidades de comunicação e oratória.

 

Quais são as principais técnicas de oratória e como aplicá-las no dia a dia?

 

Já vimos o quão importante é desenvolver as habilidades de oratória, não é? Afinal, ficou para trás aquela ideia de que apenas profissionais que trabalham diretamente com comunicação precisam aprimorar a forma como se expressam e dialogam com os demais.

Vejamos, agora, alguns dos principais pilares da oratória, com técnicas aplicáveis no dia a dia, tanto no âmbito corporativo como no cotidiano pessoal.

– Dominar a linguagem não-verbal

Compreender que a comunicação vai muito além daquilo que expressamos através de palavras é algo que se aprende ao aprimorar as habilidades relacionadas à oratória.

Por isso mesmo, entre as principais técnicas, está a competência de usar a linguagem não-verbal de forma organizada e eficaz. Por “linguagem não-verbal”, entendemos todos aqueles sinais que expressam algo sem utilizar palavras, como postura, gestos, expressões faciais e uso da voz.

Sobre os gestos, é interessante encontrar o chamado meio termo de ouro, ou seja, não exceder a gesticulação, nem deixar de utilizá-la. Movimentos sutis e harmonizados com o conteúdo verbal são sempre os mais indicados.

Já a postura de um comunicador, durante uma situação de exposição de fala, deve estar ereta. Caso contrário, pode-se transmitir uma imagem de desinteresse. De forma similar, o contato visual com o público é de suma importância e, por isso mesmo, evitar ler longos trechos ou recorrer a slides com frequência são hábitos adequados.

Por fim, encontrar um volume e um ritmo de fala confortáveis é outro item que merece a atenção do comunicador. Variar o tom de voz também é um diferencial.

– Organizar o pensamento

Para que um processo comunicativo tenha sucesso, é um requisito que a mensagem transmitida pelo orador seja recebida e compreendida perfeitamente pela sua audiência. E isso só é possível caso essa mensagem esteja clara e ordenada.

Desse modo, organizar o pensamento antes de falar e, assim, se comunicar bem nos mais diversos contextos, é uma capacidade que precisa ser desenvolvida. Em algumas situações de fala específicas, como uma exposição oral, recorrer ao Mapa Mental é uma estratégia interessante.

Criar um roteiro para a sua fala, estabelecendo palavras-chave para cada tópico, é outra ferramenta que auxilia a organização do pensamento.

– Optar pelo simples

O que grandes comunicadores têm em comum? A competência de transformar o complexo em simples, logrando, com isso, abordar os mais diversos temas para públicos com perfis diferentes entre si.

Frases curtas, palavras concretas e orações diretas são recursos linguísticos utilizados por grandes comunicadores. Optar pelo simples é, em suma, falar sem rodeios, sendo o mais claro possível. É, ainda, ter um discurso acessível em diferentes contextos, deixando para trás – definitivamente – a falsa ideia de que “falar bem é falar difícil”.

Falar bem é ser entendido pelos outros e gerar, nesses outros, alguma reação àquilo que estamos defendendo ou mostrando.

– Saber contar uma história

Quando eu falo “contar uma história”, o que vem à sua mente? Se é uma roda de crianças escutando alguém contar aventuras de bruxas e piratas, saiba que não é bem assim.

Contar uma história, do inglês Story Telling, é uma ferramenta comunicacional das mais eficientes e é utilizada por grandes comunicadores, marcas e empresas com o objetivo principal de chamar e reter a atenção do público.

Em apresentações em público, por exemplo, contar uma história que esteja relacionada ao assunto principal é uma maneira de criar um envolvimento maior com a plateia, despertando empatia e interesse. Essa ferramenta é, ao mesmo tempo, um caminho para transformar assuntos complexos em abordagens mais simples e, ainda, incitar as pessoas a um determinado call to action, sem, necessariamente, falar sobre ele diretamente.

– Saber falar de improviso

Falar de improviso é algo que temos que saber, afinal, nem sempre é possível que façamos uma preparação aprofundada antes de uma situação de exposição de fala, mesmo que isso seja o ideal.

Conhecendo as técnicas de oratória, fazer isso é muito mais fácil. Uma boa estratégia é utilizar uma ponte entre algum assunto que dominamos e o tema do qual teremos que falar. Contar uma história, como vimos no tópico anterior, é uma boa alternativa.

Outra boa opção é ter sempre o chamado assunto de apoio, que servirá como uma maneira de introduzir a nossa fala, enquanto ganhamos confiança – tanto do público como em nós mesmos.

Vale destacar que falar de improviso não é abordar um tema do qual não temos conhecimento, mas, sim, em situações em que, por diversos motivos, não foi possível que nos preparássemos como deveríamos.

Eliminar vícios de linguagem

Vícios de linguagem são, por definição, palavras ou expressões que fogem do padrão culto. Sob pressão, quando o nervosismo e a ansiedade costumam estar altos, eles aparecem com maior frequência.

Começar todas as frases com “e daí”, terminar orações com “né?”, erros de pronúncia e de concordância são exemplos muito comuns. Os vícios de linguagem interferem negativamente na imagem que o comunicador transmite aos demais. Em certo ponto, chamam mais a atenção do público do que o conteúdo da fala em si.

Eliminar vícios de linguagem, aprimorando a oratória, é possível através de exercícios que trabalham, sobretudo, a organização do pensamento e a substituição de hábitos negativos por outros melhores, no que se refere, claro, à forma como dialogamos com as pessoas ao nosso redor.

 

Oratória no âmbito corporativo: como melhorar a comunicação interna de uma empresa?

 

Até aqui, vimos como a oratória exerce influência na vida profissional e pessoal de alguém, não é? No entanto, no âmbito corporativo, a boa comunicação não é apenas importante, como é essencial para o bom funcionamento de uma equipe, setor e empresa como um todo.

Aliás, segundo pesquisas de mercado recentes, uma das principais reclamações de colaboradores é a má comunicação interna, que acaba causando um ambiente mais estressante, aumentando as dificuldades em concluir tarefas simples devido à falta de informação.

Falhas na comunicação – também conhecidas como ruídos na comunicação – causam sérios problemas e, por isso mesmo, aplicar técnicas de oratória à nível de comunicação interna também se faz mais que essencial. Aprimorando a comunicação interna, teremos:

– Reuniões mais curtas e produtivas: as reuniões de trabalham costumam ser os melhores termômetros para medir a eficiência da comunicação interna de uma equipe ou empresa. Se essa comunicação é ineficaz, provavelmente as reuniões são longas e pouco eficientes, com discussões avulsas sobre temas que poderiam facilmente ser resolvidos por outros meios. Por outro lado, se há eficácia nessa comunicação, os encontros são objetivos e assertivos.

– Agilidade para executar pautas e concluir projetos: uma boa comunicação é imprescindível para o cumprimento de metas e para o rendimento geral de um setor ou equipe. Aprimorando o diálogo entre líderes e liderados é mais fácil interpretar e demandar tarefas, sem que existam ruídos e falhas na comunicação, tornando todo o processo muito mais assertivo e dinâmico.

Em equipes multidisciplinares, essa necessidade se faz sentir ainda mais, afinal, a diferença de perfis – com profissionais de áreas e know how distintos entre si – demanda um cuidado ainda maior na hora de se comunicar, evitando informações equivocadas e mal-entendidos.

– Melhora o diálogo com os clientes: se a comunicação interna de uma equipe é ruim, as chances de que o diálogo com clientes também seja ineficaz são muito altas. Assim, aprimorando essa comunicação dentro da empresa e garantindo, com isso, que as informações compartilhadas pelos colaboradores estejam em sintonia, melhora-se também o diálogo externo.

 

Por que fazer um treinamento em oratória?

 

Você nasceu sabendo a dirigir um automóvel? Não. Sem dúvidas, contou com a orientação de alguém para trabalhar essa habilidade até se sentir confortável para trafegar em vias públicas, certo?

Com a oratória, acontece algo similar. Não se nasce sabendo. Oratória não é um dom. Como subir em um palco e conseguir falar para a plateia sem ter recebido o mínimo de informações sobre essa habilidade? De que forma dirigir reuniões de trabalho, por exemplo, sem desenvolver a capacidade de organizar o próprio pensamento?

O que quero dizer é: para ser um bom comunicador, é preciso conhecimento. E prática. Um curso de oratória é um dos caminhos para isso e pode ser um diferencial enorme na carreira de um profissional. Entre as muitas vantagens de um treinamento em oratória, vale ressaltar duas:

– Acesso a informações confiáveis e personalizadas: sim, na internet, temos acesso a todos os assuntos. Muitas vezes, de forma gratuita. Mas como saber qual informação é confiável e qual não? Todas as informações gerais divulgadas se aplicam ao seu cotidiano e perfil profissional?

Nos treinamentos em oratória, além de conteúdo atualizado e confiável – produzido por profissionais especializados neste assunto –, será possível direcionar o treinamento para as demandas individuais.

– Aprimorar o currículo: quando falei sobre as soft skills e as hard skills, vimos que essas últimas geralmente são aquelas competências que colocamos no nosso currículo. Ok. Mesmo sendo uma soft skill, ter, no currículo, um treinamento em oratória é também um diferencial. Obviamente, será preciso demonstrar tudo o que foi desenvolvido e aprimorado nesse treinamento, especialmente durante as fases de entrevistas ou dinâmicas.  Incluindo um certificado desse tipo no currículo, o profissional ainda deixará explícito que se dedicou e que tem embasamentos teóricos e preparação para se sair bem em qualquer situação que envolva exposição de fala.

 

Quais são os erros mais comuns em apresentações em público?

 

Aprimorar as habilidades de oratória é transformar a forma como nos comunicamos em todas as situações de exposição de fala. Ainda assim, a maioria das pessoas que procura treinamentos ou artigos sobre esse assunto tem a vontade e/ou a necessidade de realizar melhores performances em um contexto específico: as apresentações em público.

Pensando nisso, selecionei o que chamamos de “erros mortais” das apresentações para compor esse nosso Guia Completo sobre Oratória. Vamos lá!

Começar a apresentação de uma forma pouco atrativa: é nos primeiros minutos que nós, comunicadores, temos que ganhar a atenção do público. Mesmo assim, um dos erros mais comuns em apresentações é iniciar a fala de um modo pouco chamativo. Por exemplo: começar pedindo desculpas pelo atraso (se for o caso) ou por quaisquer outros motivos.

Fugir do tema: um erro grave – que afeta muito a credibilidade do comunicador – é fugir excessivamente do tema central da sua apresentação. Afinal, o público provavelmente está presente porque se interessou pelo assunto divulgado como o principal e fugir dele mostra falta de profissionalismo do comunicador.

Focar em si mesmo todo o tempo: compartilhar experiências pessoas é ótimo. Aliás, é uma boa estratégia para criar empatia no público. No entanto, exagerar ao falar de si, colocando o foco na própria trajetória, é um hábito que merece ser evitado.

Pensar que falar bem é falar difícil: abusar de termos técnicos ou de palavras pouco comuns na linguagem coloquial é uma atitude que muitas pessoas encaram como positiva, seguindo, ainda, uma ideia ultrapassada de que um bom comunicador é quem “fala difícil”. Não é. Um bom comunicador é quem fala com clareza e de um modo interessante.

Ler slides ou textos de apoio integralmente: recorrer a um roteiro com palavras-chave de cada tópico é um hábito comum em apresentações. De forma similar, utilizar slides ainda é uma estratégia utilizada por diversos comunicadores. Porém, ler textos de apoio longos ou slides muito densos é um erro, já que prejudica bastante a performance em uma apresentação, tirando a espontaneidade e interrompendo o contato visual com a plateia.

Manter uma expressão neutra todo o tempo: o dia a dia dentro de uma empresa acaba moldando nossos hábitos, na tentativa de adotar sempre uma aparência neutra. Talvez por essa influência, muitos comunicadores, quando sobem em um palco, têm a mesma expressão facial (neutra) todo o tempo, seja o que for que estiverem falando no momento. Na verdade, criar uma harmonia entre conteúdo e expressões faciais é melhor e mais autêntico.

Não se informar ou se atualizar sobre o tema: sim, esse é um erro que acontece com frequência. Deixar para uma “checada” no que diz a internet pouco tempo antes de subir ao palco para falar sobre determinado assunto é um risco enorme. Por outro lado, dedicar-se em pesquisar sobre o termo a ser abordado ou – se já somos especialistas nele – verificar se estamos atualizados naquilo que defendemos é essencial. Ao fazer isso, impulsionamos o conteúdo e aumentamos a confiança para lidar melhor com perguntas e discussões.

Não praticar! Praticar antes de uma situação de exposição de fala é um cuidado que precisa ser recorrente. Esse hábito está intimamente ligado ao aprimorar das próprias habilidades. Treinar a sua fala antes da apresentação é se familiarizar com o conteúdo e a abordagem escolhidos por você, não se esqueça!

 

Comunicação e oratória é um assunto amplo e que passa por modificações constantemente, afinal, está relacionado diretamente ao comportamento das pessoas e às formas como interagem e buscam conhecimento.

Por isso mesmo, poderíamos falar mais e mais sobre esse tema. Se você ficou com alguma dúvida pendente, mesmo depois de ler este Guia, confira outros artigos sobre oratória no nosso blog.

Se quiser saber mais sobre os treinamentos em oratória da The Speaker, entre em contato com a nossa equipe!

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