Qual a importância da oratória para a argumentação jurídica?

Olá, Speakers!

Atualmente, todos os profissionais precisam saber se comunicar com eficiência. Caso contrário, dificilmente conseguirão se manter ativos em suas profissões, já que as exigências do mercado são altas – e continuam aumentando a cada dia.

Algumas profissões dependem ainda mais de uma boa oratória, como é o caso daqueles que se dedicam à área jurídica e utilizam os discursos como uma ferramenta de trabalho.

Mesmo assim, a maioria das universidades brasileiras ainda não conta com uma base sólida no que tange à oratória e acaba formando profissionais que, mesmo com amplo saber teórico e prático, têm dificuldades na hora de encarar situações de exposição de fala.

Afinal, por que a oratória exerce tanta influência na argumentação jurídica? Como impulsionar as habilidades de comunicação para ser um melhor profissional?

É o que veremos neste artigo! Siga a leitura!

Oratória e Direito: uma relação histórica

Se fizermos uma rápida viagem às origens da oratória, enquanto ciência, veremos que ela está diretamente ligada ao Direito e à Filosofia.

Embora suas origens tenham várias versões “oficiais” – alguns dizem que foi no Século 5 a.C, outros acreditam que foi no Egito Antigo –, a oratória começou a ser vista como uma ciência a partir do filósofo Aristóteles, que exercia papel importante na sociedade da época.

Ainda nessa época, ser um orador era algo que apenas algumas pessoas poderiam fazer, os sábios, seja devido ao poder econômico, político ou intelectual. E eram essas pessoas que detinham influência nas decisões políticas, nas leis e até mesmo econômicas.

Por essas e outras razões, quando escutam a palavra oratória, muitas pessoas a associam imediatamente aos profissionais do Direito e aos grandes julgamentos que comumente aconteciam nas praças públicas tempos atrás.

Mas, não se enganem: a necessidade de os profissionais da área jurídica saberem se expressar com clareza não se dá apenas por um motivo histórico, mas, essencialmente, porque a atividade que exercem depende, em grande parte, da capacidade de argumentação.

Oratória para argumentação jurídica: por que ela é importante?

Argumentar é tentar persuadir alguém – um juiz, um advogado que representa a parte contrária, um júri – sobre determinado tema, apresentando, para isso, dados e informações relevantes.

Na argumentação jurídica, assim como em outras áreas, a FORMA como se apresenta um discurso ou caso interfere tanto como O QUE é dito. Em outras palavras, um advogado (por exemplo) pode reunir os melhores fatos e argumentos para defender o seu caso, mas, se ele não souber como apresentar isso aos demais, não terá o mesmo resultado que teria se lograsse se expressar melhor.

A oratória para profissionais da área jurídica é o que torna possível superar alguns desafios, muitas vezes cotidianos. A ressaltar:

– Defender um caso, argumentando de forma convincente e interessante;

– Conseguir reter a atenção dos demais – júri e juízes, por exemplo – durante a explanação de um argumento;

– Dialogar com pessoas que não são da área, como clientes e membros de um júri, sem ser demasiado técnico ou formal;

– Elaborar um caso consistente, utilizando progressão de pensamento e ordenação lógica;

Os profissionais da área jurídica, especialmente os advogados, muitas vezes são taxados como pessoas que “falam difícil”. Por muito tempo, na cultura brasileira sobretudo, existia uma falsa ideia de que falar difícil era falar bem. Quanto mais expressões de nicho (o “juridiquês”, como se costuma dizer) e mais morosidade para chegar ao ponto central de um argumento, mais bonito e melhor uma pessoa falaria.

Hoje, por sorte, essa falsa ideia já ficou para trás, sendo que o tal “falar difícil” deu lugar ao falar com clareza e assertividade. Falar bonito nada mais é que se expressar de um modo acessível para o outro, sem abrir mão do próprio conhecimento, mas conseguindo uma harmonia ao utilizar expressões que sejam excessivamente técnicas.

Ao conversar com colegas, essa não é a preocupação principal de um profissional do Direito. No entanto, na hora de dialogar com clientes ou outras pessoas que não são da área (testemunhas, júri, entre outras) esse acaba sendo um grande desafio.

Técnicas para argumentação jurídica

A melhor forma de aprimorar as habilidades de oratória e passar a aplicar técnicas eficazes cotidianamente é através da orientação de profissionais especializados em comunicação e que entendam as especificidades da área jurídica. Um curso de oratória é um caminho para suprir uma falta que, muitas vezes, acontece nas faculdades de Direito.

Dito isso, separei algumas técnicas que trazem impactos positivos para a argumentação jurídica, sendo elas:

  1. Utilizar o mapa mental

O mapa mental é uma ferramenta altamente eficaz em situações de exposição de fala, sejam elas quais forem. O que essa técnica faz é auxiliar a ordenar o raciocínio, criando uma progressão lógica e garantindo que tudo o que fizer parte da sua fala tenha uma importância e esteja relacionado aos demais tópicos e ao objetivo central.

  1. Optar pelo simples: frases reduzidas

Conseguir transmitir o mesmo nível de confiabilidade e profissionalismo, mas sem abusar de termos excessivamente técnicos e frases muito longas, é uma habilidade que acaba sendo um diferencial. Optar pelo simples é, muitas vezes, o melhor caminho para uma argumentação clara e contundente.

  1. Utilizar metáforas para aproximar-se do público

Especialmente na hora de falar para pessoas que não são da área, as figuras de linguagem, com destaque para a metáfora, são ferramentas interessantes, já que logram que o que está sendo dito se aproxime da realidade e seja compreensível para quem escuta.

  1. Listar possibilidades de contra-argumentos e pensar em possíveis respostas

Depois de planejar a própria fala, uma ferramenta eficaz é dedicar um tempo para especular sobre possíveis contra-argumentos e pensar em como respondê-los contundentemente. Deixar tudo para o improviso não é a melhor ideia.

  1. Evitar a agressividade

Lidar com emoções – dos outros e própria – é algo que se exige dos profissionais da área jurídica, que, muitas vezes, têm de enfrentar situações incomuns. Na hora de argumentar, é muito importante saber manter a calma e evitar a agressividade, que acaba surtindo efeitos indesejados e prejudicando a imagem do orador.

  1. Saber utilizar a linguagem não-verbal

Seguindo a mesma linha do tópico anterior, é fundamental saber utilizar a linguagem não-verbal durante uma argumentação jurídica. Isso acontece porque não nos comunicamos apenas através de palavras, mas também – e em grande parte – através dos nossos gestos, postura e expressões faciais.

 

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