Como contar boas histórias: o que são os arcos emocionais?

Olá, Speaker! Como você está? Espero que bem!

Pare um minuto e pense: somos bombardeados com histórias o tempo todo, não é verdade? Quando assistimos àquele filme do qual nossos amigos estão falando, ao lermos um livro, se assistimos a uma série de TV, ao checarmos as notícias do dia nos jornais…

Não é segredo nenhum que os seres humanos são apaixonados por boas histórias. Isso faz parte da interação social e, mais que isso, é o que nos inclui em uma comunidade, despertando empatia, alegria, tristeza e outras tantas emoções.

O poder de uma boa história saiu do cinema e da literatura e passou a ser incorporado em outras tantas áreas. A publicidade, por exemplo, deixou de lado os jargões “compre isso”, “faça isso”, “use isso” para incluir histórias emotivas que mostram como a vida melhora se passarmos a usar determinado produto ou serviço.

No universo corporativo, por sua vez, líderes, CEOs, executivos vêm aprimorando a forma como se comunicam, incluindo histórias em suas exposições orais, reuniões ou conferências e deixando de falar sobre números simplesmente. Afinal, com tantas fontes de informação, é indispensável ter uma fala atrativa para vencer a concorrência e conseguir realmente a atenção da nossa audiência, certo?

Dentro de tudo isso, estão os chamados “arcos emocionais”, que nada mais são do que curvas comportamentais que narram trajetórias de personagens – reais ou fictícios – para a criação de boas histórias. Neste artigo, vou falar um pouco mais sobre esses arcos, ressaltando como podem ser utilizados em seu dia a dia para aprimorar o modo como você transmite informações aos demais. Boa leitura!

O que são os arcos emocionais?

O que as histórias têm em comum? Foi essa pergunta que moveu o norte-americano Andrew Reagan. Ele utilizou um programa de computador para analisar mais de 1700 livros de ficção com a intenção de verificar se eles tinham um padrão entre si e quais são as estratégias usadas na criação da narrativa principal.

Reagan identificou seis tipos de trajetórias básicas que, segundo ele, são usadas em todos os livros, filmes, séries e outros meios de contar histórias. Essas trajetórias narram as curvas emocionais pelas quais passa o personagem principal, tornando a sua vida tão atrativa para que as pessoas escutem, assistam e leiam sobre ela. Vejamos, então, quais são esses arcos identificados por Reagan:

  1. Histórias de ascensão e/ou superação

Personagens que, no início da trama, se veem em situações muito difíceis, seja emocional ou economicamente, e conseguem superar desafios para ter uma vida melhor. Essas histórias talvez sejam as mais clássicas e se baseiam em personagens que logram superar algo adverso e, ao final, se tornarem bem-sucedidos. O filme “À procura da Felicidade”, protagonizado por Will Smith, é um bom exemplo!

  1. Histórias de quedas e/ou tragédias

Quem nunca ouviu falar no romance de Romeu e Julieta? Pois bem, esse é um grande exemplo de histórias com esse arco emocional. Esse tipo de narrativa é o oposto daquela que vimos no tópico anterior. Aqui, o personagem principal começa a história em uma posição feliz e, ao final, encara uma grande tragédia e nela permanece, sem ascender novamente à posição inicial de felicidade.

  1. Histórias que mesclam queda e ascensão

As reviravoltas nesse tipo de narrativas são maiores. Nelas, o personagem começa a história em uma posição favorável, mas sofre algum tipo de adversidade no meio do caminho. Ao final, consegue se recuperar para estar muito melhor do que quando estava no princípio da narrativa. O mágico de Oz e boa parte das famosas comédias românticas seguem esse tipo de arco emocional para descrever a trajetória de seus personagens.

  1. Histórias que mesclam ascensão e queda

Nesses exemplos, as reviravoltas também existem, mas culminam em um final muito menos feliz do que as do tópico anterior. Aqui, o personagem inicia a narrativa saindo de uma posição adversa, superando algum obstáculo, mas, devido à alguma circunstância (um problema externo ou interno) volta à sua posição original ou até pior do que quando começou.

  1. Histórias que narram ascensão, queda e ascensão

Nesse tipo de narrativa, os personagens começam a história logrando superar algum problema e alcançar um grande objetivo. No entanto, longe do “final feliz”, voltam a cair para só ascender novamente no fim da história. Narrativas assim causam uma série de emoções na audiência e costumam ser as preferidas do público, já que deixam uma sensação de felicidade e superação.

  1. Histórias de queda, ascensão e queda

Com os personagens dessa história, acontece o oposto do que com aqueles do tópico anterior. Eles já iniciam a narrativa vivenciando alguma adversidade, logram superá-la e, no fim, sofrem outra queda e terminam de uma forma igual ou ainda pior que antes. Aqui, não há “final feliz”, mas, sim, uma queda ainda maior do que a que foi contada inicialmente.

Por que aprender a contar uma boa história?

Será que apenas escritores e roteiristas precisam saber contar boas histórias? Não! A técnica da storytelling é um diferencial em muitas situações de exposição de fala, incluindo aquelas nas quais o conteúdo central tem um leque considerável de dados numéricos e estatísticas, por exemplo.

Ao contar uma história, temos uma narrativa muito mais interessante e que despertará, na nossa audiência, muito mais sensações do que se usássemos outras formas de abordagem.

Aprimorar a oratória, impulsionando a comunicação com os demais, é uma forma de contar boas histórias naturalmente, utilizando essa técnica nas muitas situações de exposição de fala às quais somos submetidos, tanto no trabalho quanto em nossa vida pessoal.

Se você quer saber melhor sobre a técnica da storytelling e sobre outros aspectos que impulsionam a comunicação interpessoal, entre em contato com a gente. Conheça nossos treinamentos em oratória e escolha aquele que melhor atende às suas demandas e expectativas!

Te esperamos! Até a próxima, Speaker!

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